Definir o investimento em presentes para clientes no final do ano fica mais simples quando a empresa considera o perfil da carteira, a relevância de cada relacionamento e o orçamento total da ação. Em vez de estabelecer o mesmo valor para todos, é possível criar faixas de investimento e escolher produtos proporcionais a cada grupo.
Imagine uma empresa com 120 clientes e uma verba de R$ 12 mil para os presentes de final de ano.
À primeira vista, o cálculo parece óbvio: R$ 100 por cliente.
Só que a carteira provavelmente não funciona dessa maneira.
Entre esses 120 clientes, alguns podem comprar todos os meses. Outros podem representar contratos importantes. Há também parceiros comerciais, clientes recentes e relações que ainda têm bastante espaço para crescer.
Distribuir R$ 100 para cada um resolve a conta, mas não necessariamente resolve a estratégia.
É por isso que a definição do presente deve começar pela estrutura da carteira, e não pelo catálogo de produtos.
Uma carteira comercial pode ser organizada de muitas maneiras. Para uma ação de final de ano, uma divisão simples já ajuda bastante:
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Grupo |
Característica |
Direção possível |
|
Carteira ampla |
Muitos clientes com relacionamento semelhante |
Escala e boa utilidade |
|
Clientes recorrentes |
Compras frequentes ao longo do ano |
Presente ligado à rotina |
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Clientes estratégicos |
Alta relevância atual ou potencial |
Maior valor percebido |
|
Parceiros comerciais |
Relação além da venda direta |
Apresentação mais institucional |
Não é necessário criar uma classificação complexa.
O objetivo é descobrir onde faz sentido concentrar mais atenção e onde a empresa precisa preservar eficiência.
Para visualizar isso melhor, imagine três situações.
Compra regularmente, utiliza os serviços da empresa durante todo o ano e faz parte de uma carteira relativamente grande.
Nesse caso, um produto útil, bem acabado e com personalização consistente pode ser suficiente. Não existe necessidade de transformar cada relação recorrente em um presente premium.
Representa uma fatia importante do negócio e existe interesse em aprofundar a parceria nos próximos anos.
Aqui, o orçamento pode subir. Uma mochila de maior qualidade, um produto tecnológico mais completo ou uma composição personalizada podem fazer mais sentido.
Não está necessariamente entre os maiores compradores, mas participa de indicações, projetos ou oportunidades importantes.
Nesse cenário, a apresentação pode pesar tanto quanto o produto. Uma solução mais institucional, com embalagem bem trabalhada, ajuda a transmitir o caráter da parceria.
O exemplo mostra por que valor comercial e valor do presente não precisam ser distribuídos de forma linear.
Antes de procurar produtos, estabeleça o limite financeiro.
Suponha que a empresa tenha R$ 15 mil para essa iniciativa.
Esse valor precisa contemplar a ação completa, não apenas o preço unitário dos brindes.
Uma parte pode ser destinada aos produtos, outra à personalização e outra à apresentação ou logística, dependendo da proposta.
Depois disso, a empresa consegue enxergar quanto existe, de fato, para cada grupo.
Por exemplo:
|
Destinação |
Quantidade |
Investimento médio |
Total |
|
Carteira ampla |
80 |
R$ 60 |
R$ 4.800 |
|
Clientes recorrentes |
25 |
R$ 120 |
R$ 3.000 |
|
Clientes estratégicos |
10 |
R$ 400 |
R$ 4.000 |
|
Parceiros |
5 |
R$ 640 |
R$ 3.200 |
Total: R$ 15.000
Os valores acima servem apenas para demonstrar o raciocínio. Não existe uma proporção obrigatória.
O interessante do modelo é que ele permite enxergar a ação como um orçamento distribuído por objetivo, e não como um único preço multiplicado pelo número de destinatários.
Um dos cuidados dessa análise é não transformar o valor da última compra em critério absoluto.
Considere dois clientes:
Cliente 1: faturamento elevado, compras esporádicas e pouca margem.
Cliente 2: faturamento menor, compras recorrentes, boa margem e forte potencial de expansão.
Se a empresa olhar somente para o faturamento, pode acabar atribuindo pesos inadequados aos dois relacionamentos.
Outros fatores podem entrar na análise:
- recorrência
- rentabilidade
- tempo de relacionamento
- potencial de crescimento
- importância estratégica
- proximidade comercial
Isso não significa criar uma fórmula matemática para cada cliente. Significa evitar que a decisão seja tomada por um único indicador.
Em muitas empresas, essa é exatamente a melhor escolha.
Quando a carteira é grande e relativamente homogênea, um único produto simplifica bastante a operação.
Também ajuda a manter uma comunicação uniforme e reduz a complexidade de compra, personalização e distribuição.
O erro não está em padronizar. O problema surgiria quando a empresa padroniza por falta de planejamento, e não porque concluiu que essa é a melhor estratégia.
Se os públicos são parecidos, um mesmo presente pode ser perfeitamente adequado.
A segmentação começa a ficar mais interessante quando existem diferenças claras entre os relacionamentos.
Uma pequena divisão já pode resolver o problema.
Grupo principal: produto de boa utilidade e escala.
Grupo estratégico: produto com maior investimento ou uma combinação mais elaborada.
Grupo especial: presente premium ou apresentação diferenciada.
A lógica é simples, mas tem uma vantagem importante: a empresa consegue concentrar recursos onde pretende causar maior impacto comercial, sem aumentar o orçamento da ação inteira.
Com o orçamento organizado, chega a hora de procurar a solução. É aqui que o perfil de cada grupo começa a influenciar as categorias.
Para uma carteira numerosa, copos térmicos, garrafas e outros produtos de uso frequente podem oferecer uma boa relação entre escala e utilidade.
Para clientes estratégicos, mochilas, produtos tecnológicos mais completos, malas ou conjuntos premium podem justificar um investimento maior.
Para parceiros, kits gastronômicos ou outras composições podem criar uma entrega mais elaborada.
O catálogo passa a funcionar como meio para executar a estratégia, e não como ponto de partida.
Preço ajuda, mas não resolve sozinho.
Também entram:
- qualidade do material
- acabamento
- utilidade
- adequação ao destinatário
- personalização
- embalagem
Uma solução mais cara e pouco alinhada ao cliente pode gerar menos interesse do que um produto de investimento moderado que se encaixa perfeitamente na rotina dele.
Por isso, quando o orçamento sobe, não é necessário simplesmente procurar o item mais caro disponível.
Pode ser mais interessante investir em produto + personalização + apresentação.
Um kit pode elevar a percepção de presente, mas não precisa ser obrigatório em toda faixa de investimento.
Ele faz sentido quando os produtos têm alguma relação entre si.
Uma agenda com acessórios de escritório pode construir uma proposta. Um presente gastronômico pode reunir diferentes itens para uma ocasião específica.
Uma mochila pode receber complementos que façam sentido para viagem ou rotina profissional.
A composição precisa parecer pensada como conjunto.
Quando vários produtos são agrupados sem conexão, o resultado pode ser apenas um presente maior, e não necessariamente melhor.
Existe outra maneira de trabalhar diferentes faixas de investimento sem mudar radicalmente os produtos: a apresentação.
Uma caixa cartonada personalizada, uma embalagem rígida ou uma composição visual mais elaborada podem mudar bastante a percepção da entrega.
Isso é particularmente útil para clientes estratégicos.
Enquanto um pedido de grande escala pode priorizar uma embalagem funcional e eficiente, um grupo menor pode receber uma apresentação mais trabalhada.
A Classic Pen possui soluções de embalagens personalizadas que podem ser integradas a esse tipo de projeto.
Nesse caso, o primeiro impulso costuma ser procurar simplesmente o produto mais barato. Nem sempre é a melhor saída.
Vale revisar a ação em três pontos:
A empresa realmente precisa presentear todos os contatos da carteira?
É melhor um produto único e bem escolhido do que vários itens sem função clara?
Existem clientes para os quais uma entrega especial tenha mais sentido do que distribuir uma verba pequena por toda a carteira?
Uma mudança pequena na estrutura da ação pode ser mais eficiente do que cortar alguns reais do produto de cada pessoa.
Para 20 clientes, personalizar mais e investir em soluções de maior valor pode ser viável.
Para 500 clientes, escala, disponibilidade, padronização e logística começam a ter um peso muito maior. Essa diferença deveria aparecer na própria estratégia de compra.
Quanto maior a quantidade, maior a importância de trabalhar com antecedência e validar a disponibilidade dos produtos antes de fechar a campanha.
Também fica mais importante conferir como será feita a distribuição.
Uma ação nacional, por exemplo, pode exigir uma organização logística muito diferente de uma entrega concentrada em uma única cidade.
Um presente entregue pessoalmente durante uma reunião comercial tem uma dinâmica diferente de uma caixa enviada para o endereço do cliente.
Em uma visita, a apresentação pode ser integrada ao relacionamento. Em um envio, embalagem, proteção e logística ganham peso.
Na confraternização de final de ano, a entrega pode fazer parte de uma experiência coletiva.
Não existe uma solução universal porque o mesmo produto pode cumprir funções diferentes dependendo da ocasião.
Essa é uma característica interessante dos brindes de final de ano.
A data da entrega acontece em dezembro, mas muitos produtos continuam presentes na rotina por meses.
Uma mochila acompanha deslocamentos. Uma garrafa ou copo entra no dia a dia. Uma mala pode viajar nas férias. Um produto tecnológico continua sendo utilizado no trabalho.
Um kit gastronômico pode voltar a ser usado em outras ocasiões.
Essa permanência ajuda a avaliar o investimento sob outra perspectiva: não apenas pelo momento da entrega, mas também pela vida útil do presente.
Para colocar tudo isso em prática, o processo pode caber em seis decisões:
1. Levante a carteira.
Quantos clientes realmente participarão da ação?
2. Agrupe os relacionamentos.
Quais possuem características comerciais semelhantes?
3. Defina o orçamento total.
Quanto a empresa está disposta a investir na ação completa?
4. Distribua a verba.
Quanto faz sentido direcionar para cada grupo?
5. Pesquise os produtos.
Agora, com faixas de investimento definidas, fica mais fácil procurar soluções adequadas.
6. Feche personalização e apresentação.
O produto escolhido precisa chegar ao cliente com uma identidade coerente com a proposta.
Esse roteiro evita que a empresa descubra o orçamento somente depois de se apaixonar por um produto.
Esse é um caso comum e não exige necessariamente criar mais uma categoria.
Quando os relacionamentos parecem equivalentes, outros fatores podem desempatar a decisão:
Perfil do destinatário: qual produto tem maior aderência?
Ocasião: como e onde o presente será entregue?
Potencial de uso: existe uma chance real de o produto entrar na rotina?
Proximidade comercial: a relação exige uma apresentação mais institucional?
Se a diferença continuar pequena, manter a mesma solução pode ser a alternativa mais simples e coerente.
Presentes para clientes no final do ano não precisam seguir uma régua única.
Uma carteira ampla pode ser atendida com produtos de boa utilidade e escala. Relações estratégicas podem receber uma solução mais sofisticada.
Parceiros podem ter uma apresentação mais institucional.
Clientes que viajam, trabalham em mobilidade ou possuem determinados hábitos podem receber algo mais alinhado à própria rotina. O orçamento acompanha essa lógica.
Assim, a empresa não precisa escolher entre “dar algo barato para todos” ou “gastar muito com toda a carteira”.
Existe um espaço intermediário em que o investimento é distribuído de maneira proporcional aos objetivos da ação.
Definir quanto investir em presentes para clientes exige olhar para a carteira antes de olhar para os produtos.
O número de clientes, a recorrência das compras, a relevância comercial, o potencial de crescimento e o tipo de relacionamento ajudam a formar os grupos que receberão a ação.
Depois entram orçamento, produto, personalização, embalagem e logística.
Essa ordem torna a decisão mais racional e reduz a chance de gastar demais onde não é necessário ou economizar justamente em relações que mereciam uma atenção maior.
No final, não existe um valor universal para um presente corporativo.
Existe uma escolha coerente com a realidade financeira da empresa, a composição da carteira e o tipo de relacionamento que ela deseja levar para o próximo ano.